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Demonstrar que estas ações estão alinhadas com o negócio da empresa,
tem sido um grande desafio. Assim, surge a necessidade de métricas
gerenciais destas ações, não só para acompanhar os custos, como
também os resultados clínicos e o histórico da evolução dos indicadores
de saúde da população assistida.
Apesar
de toda tecnologia disponível, ainda carecemos de informações
e do resultado das conectividades destas ações, a fim de estabelecer
um patamar mais avançado da visão gerencial dos resultados entre
as ações e programas oferecidos a esta população. Tudo isto dificulta
a consolidação das melhores práticas para a Gestão Integrada da
Saúde.
Hoje, mesmo com a soma de todos os esforços para a promoção de
saúde, as doenças comuns geram faltas e afastamentos do trabalho,
com grandezas importantes, revelando preocupações, não só nos
custos de saúde, mas nos resultados financeiros das empresas,
exigindo do gestor de saúde um cuidado mais estratégico para o
tratamento efetivo destas doenças, através do gerenciamento do
uso de medicamentos, em todas as suas dimensões. Tal assunto tem
sido pouco discutido e valorizado pelos gestores.
Existe
pouca ou quase nenhuma percepção do que ocorre com o paciente
após consultar um profissional da rede credenciada e de lá sair
com um receituário médico, demandando a compra de medicamentos
indicados.
É
sabido que uma relevante porcentagem da população não tem acesso
à compra de medicamentos, para garantir o tratamento e a não execução
do tratamento, pela falta de recursos e informações, é hoje apontado
como um dos principais agentes do aumento do custo de saúde.
O
não cumprimento das terapêuticas prescritas, motivados pelo uso
incorreto, ou pela ausência de uso dos medicamentos, pode acarretar
o aumento de custos indiretos gerados por retornos ou novas consultas
médicas.
Mesmo garantindo o acesso ao Plano de Saúde, com os melhores recursos
disponíveis, a garantia à terapêutica prescrita precisa ser tratada
de maneira mais dedicada pelos gestores de saúde. É importante
um mergulho mais profundo neste assunto.
Soluções
efetivas podem ser apresentadas por empresas especializadas neste
tema, que utilizam ferramentas de gestão apoiadas em recursos
da tecnologia da informação e em metodologias avançadas para integrar
as informações dos diferentes players envolvidos no processo,
possibilitando, além das visibilidades, as conectividades e correlações
gerenciais de interesse mútuo.
É
certo não existir uma solução única. Cada gestor precisaria mapear
suas necessidades, e assim, desenvolver a solução que melhor se
adaptasse às suas políticas e aos resultados pretendidos.
Essencialmente,
seria importante contemplar as seguintes etapas:
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Diagnosticar
as necessidades da população assistida; |
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Definir
e validar regras claras de uso e de elegibilidade; |
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Desenvolver uma rede credenciada, desenhada de encontro às
necessidades diagnosticadas, estabelecendo, com estes fornecedores,
parcerias que contribuam para a concretização do modelo proposto; |
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Alimentar,
de forma permanente, o canal de comunicação, reforçado com
campanhas informativas; |
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Captar,
consolidar e avaliar as informações em todas as etapas do
processo, ou seja: prescrição, dispensação, utilização e acompanhamento; |
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Monitorar o perfil de utilização e consumo dos grupos de controle,
facilitando as condições de acesso aos medicamentos, principalmente
para os pacientes com necessidades especiais; |
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Acompanhar
a adesão aos tratamentos e, se possível, sua eficácia; |
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Negociar
descontos em condições asseguradas às necessidades terapêuticas
dos grupos de interesse; |
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Garantir
o acompanhamento de resultados, através de relatórios e indicadores; |
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Estabelecer conectividades comparativas com outras ações e
programas. |
Vale
lembrar que este conjunto de ações precisa ser analisado em seu
potencial corretivo e preventivo, ampliando o conceito e a eficiência
da gestão de saúde, visando não só a otimização dos custos mas,
acima de tudo, buscando o sucesso no atingimento do elemento maior:
a saúde.
Sabemos
que este tema ainda caminha em baixa velocidade, mas é relevante
acelerar a sua integração no ciclo virtuoso da saúde, dando a
devida importância às terapêuticas prescritas para o eficaz tratamento
da doença e inserindo, de maneira destacada e definitiva, o gerenciamento
de medicamentos no contexto da gestão integrada de saúde.
Sílvia
Corazza
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